Jovem produtora de Prudentópolis optou por permanecer no campo

Em um país onde o agronegócio é fundamental para a economia, a participação da juventude no setor está cada dia mais necessária. Muitos filhos de agricultores saem do campo para estudar, alguns voltam, mas outros não.

Entretanto, há os que não querem nem sair. Aline Slota (26 anos) é um exemplo disso. A agricultora é apaixonada pela rotina rural e não pretende deixar a roça em busca da vida no meio urbano.

Na localidade de Barra Bonita, distante 25 km do centro de Prudentópolis, Aline desempenha várias atividades. “Não fiz faculdade. Optei por ficar trabalhando com o pai na agricultura”, contou ao AgroRegional. De acordo com ela, essa decisão ocorreu pela afinidade que tem com o meio rural. “Cresci trabalhando na agricultura então peguei um amor por isso e quero continuar nesse ramo”, afirmou a jovem.

Na propriedade, ela e o pai Silvestre Slota fazem o cultivo de soja, feijão e trigo. E se algum dia ver uma mulher dirigindo um trator foi algo diferente, para Aline foi algo natural. “Como eu trabalho só com o pai, então eu aprendi a conduzir o maquinário. Quando vamos plantar eu vou com um trator e o pai vai com outro. Ajudo ele a colher com a máquina”.

Ela conta que também está trabalhando na produção de erva-mate e que já está com 4 alqueires plantados.

A mãe da produtora, Célia Terluk Slota, também é um exemplo para ela. Sempre que pode, está presente ajudando. Aline tem ainda um irmão (12 anos) que está estudando.

Opinião

Apesar do êxodo rural entre jovens seguir ocorrendo, a tecnologia tem sido uma aliada do campo na permanência dos filhos de produtores, garantindo uma sucessão familiar rural e manutenção das atividades agropecuárias. A internet que chega ao campo, as novidades no maquinário agrícola e a valorização do agro enquanto motor da economia são fatores que chamam a atenção dos jovens que decidem investir no trabalho da agropecuária.

Mas, para a agricultora de Prudentópolis, essa decisão de ficar ainda é maior entre os homens. “Em minha volta vejo muitos jovens trabalhando nesse ramo e seguindo os passos de seus pais, mas a maioria são meninos. As meninas preferem sair, estudar, trabalhar fora e ter seu próprio investimento”, aponta.

No entanto, pelo que tudo indica, Aline está decidida a romper essa barreira e conquistar seus objetivos ali mesmo, na propriedade, conduzindo um trator e ajudando no desenvolvimento das lavouras da família. “Pretendo ficar no ramo da agricultura. Gosto muito do que faço. Meu pai começou tudo e estamos seguindo seus passos, ele gosta muito do que faz também”.

*Redação/ Daiara Souza

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