Fumicultor de Ivaí destaca boa produção dos últimos anos

A fumicultura faz parte do trabalho de grande parte dos produtores de Ivaí e está consolidada como a segunda atividade agrícola com maior Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), ficando atrás somente da soja. 

O produtor Enivaldo Kazik de Souza da localidade de Faxinal da Forquilha é um dos que se mantém na produção de tabaco há anos. O agricultor iniciou o trabalho na lavoura muito jovem, aos 14 anos, e desde então esta é a atividade que dá o sustento da família. “Nunca sai da lavoura e continuo até agora e pretendo continuar até o fim”, afirmou. 

Na propriedade ele cultiva tabaco e um pouco de outras culturas, como soja e feijão, mas o destaque principal é o fumo. “A gente sobrevive do tabaco. Não criamos animais de grande porte, só umas galinhas para o consumo de ovos mesmo” comentou. 

Apesar de diversas propriedades da região terem sofrido com problemas relacionados ao clima nos últimos anos, Enivaldo comemora o fato de ter conseguido bons resultados na fumicultura. “A safra dos últimos três anos tem sido boa, produziu bem, não dá para se queixar. O preço também tem sido razoável. A gente esperava um pouco mais, mas tem sido razoável. A gente está conseguindo sobreviver”, destacou. 

Atualmente o município de Ivaí ocupa a 11º posição no ranking do VBP do tabaco a nível de Estado. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2021 foram colhidas 5.687,50 toneladas em uma área de cultivo de 2.500,00 hectares. O valor total do produtor no município atingiu R$57.765.264,38, correspondendo a 15,31% do VBP municipal. 

ASSISTÊNCIA 

Para garantir a boa qualidade e a produtividade da cultura, o fumicultor Enivaldo conta com ajuda de orientadores que acompanham a produção, dando dicas o que pode ser feito na lavoura. “Na área da soja e feijão também tem sempre o pessoal do comércio que vende os insumos. Quando precisa acabam dando orientação. A gente está sendo bem informado”, garante o produtor. 

INVESTIMENTO

No final do ano passado a família Kazik realizou um importante investimento para diminuir os custos da propriedade. Conforme Enivaldo, foram montadas nove placas de energia fotovoltaica que tem apresentado um resultado muito satisfatório. “Devem ser suficientes e até sobrar um pouco do cosmo que a gente tem na propriedade. É um investimento que a gente acha que foi bom. Hoje a gente só está pagando a taxa mínima”, afirma. 

Por enquanto este será o único investimento do produtor já que o objetivo é seguir com a produção do tabaco, sem apostar em novas culturas. “No momento não pretendemos mudar porque a propriedade é pequena, não temos muita opção. Enquanto a gente conseguir sobreviver nessas condições que estamos com o tabaco, um pouquinho de outras produções, a gente não pretende investir em outros tipos de produção”, pontuou Enivaldo. 

*Reportagem: Daiara Souza

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *