Em Pitanga, maracujá se torna alternativa de produção para produtora

Em 2019, a Secretaria de Agricultura de Pitanga iniciou um projeto de fruticultura voltado para a cultura do maracujá. Desde então, diversos produtores vêm apostando na produção da fruta e recebendo assistência técnica dos profissionais da pasta.

Uma das produtoras que está desde o primeiro ano de execução do programa é a moradora da localidade de Rio Taquaruçi de Baixo, Zilda Borges (48 anos). Junto com a família, ela cultiva, colhe e vende maracujá de duas variedades. “Resolvemos investir nessa cultura por ser uma propriedade pequena. E nós nos interessamos depois que tivemos um curso sobre o  plantio do maracujá”, contou a produtora. 

Sem nunca ter trabalhado com fruticultura para questões comerciais, ela comenta que até tem outras frutas na propriedade, mas para consumo próprio. As duas variedades de maracujá que estão sendo cultivadas são o gigante amarelo e o catarina. 

Segundo a Embrapa, o gigante amarelo apresenta formato oblongo, com base e ápice ligeiramente achatados, pesando de 120 a 350 g e rendimento de polpa em torno de 40%. Sua produtividade nas condições do Distrito Federal, por exemplo, irrigado e plantado no período de maio a julho, no espaçamento de 2,5 m x 2,5 m, tem ficado em torno de 42 t/ha no primeiro ano, mesmo com ataque da virose. 

Já o catarina, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), tem os frutos grandes e ovalados, de excelente aspecto visual e um potencial que pode chegar de 70 a 80% dos frutos de classificação Extra/Super. A casca do fruto tem espessura superior a 7 mm, garantindo uma boa resistência no transporte.  O potencial produtivo da cultivar pode chegar até 90 t/ha.

Foto: Arquivo Pessoal
TRABALHO

Segundo a produtora pitanguense, o trabalho com a fruta requer diversos cuidados e para isso ela conta com ajuda das filhas Janaína e Jurandira. “Análise do solo, adubação e preparo do terreno, estaleiro covas e adubação das covas, plantio das mudas, adubar regularmente, tratamento contra as doenças e insetos, podas, desbrotamento, polinização e colheita de seis a nove meses após o plantio”, explica Zilda sobre todo o processo. 

Por enquanto a família está trabalhando com a venda da fruta natural, mas o objetivo é em breve comercializar junto à indústria de polpas. Hoje, boa parte da renda da produtora advém da produção de maracujá. Na propriedade ainda são cultivados o feijão e vassoura artesanal.

Foto: Arquivo Pessoal
PROJETO

O objetivo do projeto Maracujá Azedo é incentivar o produtor da agricultura familiar a diversificar a  propriedade e a renda, com uma cultura que não necessita de grandes investimentos, também pensando em aumentar a produção de frutas no município. “Temos ajuda do pessoal da secretaria que são prestativos e nos apoiam muito”, afirma Zilda

De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura de Pitanga, em 2023, 30 produtores estão sendo atendidos no programa. Uma das formas de incentivo é a entrega e mudas e neste ano, em setembro, serão divididas 14 mil mudas entre os participantes. 

Reportagem: Daiara Souza

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