Após acidente, produtor de Prudentópolis dá volta por cima com produção orgânica

O produtor Ariel Pereira da Silva (27), de Prudentópolis, nasceu na zona rural e segue atuando com o trabalho no campo. Sua família trabalhava com a plantação de tabaco. No entanto, no ano de 2016, Ariel sofreu um acidente de moto que deixou sequelas em um de seus ombros. Pelo fato da fumicultura exigir um trabalho pesado, ele sentia muita dor e não conseguia executar as atividades.

Foi então que o produtor decidiu começar a produzir alface. Ariel conta que o início foi bem desafiador. “Comecei com 100 pés de alface, fui vendendo e aumentando a produção aos poucos. Mas era difícil, eu não tinha conhecimento, nunca tinha plantado alface”, disse ao AgroRegional. Quando estava quase desistindo, em 2017, Ariel recebeu um convite para entrar para a feira do produtor da cidade.

“Eu topei na hora, precisava vender. No primeiro sábado, vendi apenas 60 reais, mas não fiquei triste, eu sabia que era novo, os outros produtores que estavam ali já tinham praticamente 10 anos de experiência, e tinham seus clientes consolidados. No outro sábado, já vendi 115 reais, e assim as vendas foram aumentando. Quando começou a sobrar dinheiro, eu consegui começar a investir em mudas de alface de mais qualidade”, conta o produtor.

Hoje, 7 anos depois, Ariel atua como produtor orgânico, e atualmente, além da alface hidropônica, com  cerca de 17 mil pés por mês, ele também produz tomate, couve, brócolis, pimenta, vagem, repolho, batata, rúcula, agrião e acelga. O produtor diversificou a produção e agregou valor à produção.

Foto: Arquivo Pessoal

Há um ano, o amigo e também produtor, Moacir Gaspareto, apresentou a Ariel o Programa Paraná Mais Orgânico, que orienta agricultores familiares interessados na agricultura orgânica, e assim, Ariel conseguiu conquistar sua certificação como produtor orgânico. O trabalho é desenvolvido através da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

“Na minha propriedade já estava orgânico praticamente. Como na terra eu já não trabalhava com química há um tempo, foi rápido o processo de certificação. Mas não é fácil, tem que ter um conhecimento sobre doenças e pragas,  tem que identificar  a doença ou praga antes de entrar na lavoura”, explicou.

Ariel tem a produção certificada pela Tecpar – Foto: Arquivo Pessoal

Para ele, a principal vantagem em ser produtor orgânico é não ter horário para cumprir. “Acho que isso não tem preço, você produzir seu próprio alimento, fazer o que gosta com paixão, porque não é fácil colher as verduras na chuva, no barro e na geada”, ressalta o produtor.

Apesar da variedade que Ariel já possui em sua propriedade, sua próxima aposta está sendo na fruticultura, com morangos hidropônicos. “Aqui na região ainda não tem esse sistema de cultivo, se der certo será uma ótima opção, porque ele exige de mim apenas cerca de 30 minutos de serviço, e para mim que trabalho sozinho, isso é importante”, finaliza.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

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