Notícias

Empresa da região desenvolve sistema que faz a classificação automatizada de grãos

Mecanismo utiliza tecnologia de visão computacional e inteligência artificial para avaliação

Uma ferramenta inovadora capaz de automatizar o processo de classificação de grãos, promete otimizar e modernizar esse procedimento no setor do agronegócio e produção de alimentos. A solução consiste em um software que reconhece grãos de maneira automática, utilizando imagens de uma câmera de alta definição e um hardware para processamento dos dados. A tecnologia empregada é o aprendizado de máquina (machine learning) e os grãos são classificados de acordo com as diretrizes da Instrução Normativa 11.

A ideia nasceu do engenheiro mecânico de Rio Azul/PR, Felipe Martinhuk, que ao fazer um trabalho de visão computacional na Holanda, na área florestal, projetou uma ideia similar para aplicação dentro do setor agrícola. “Sempre quis desenvolver algo que pudesse ajudar e melhorar minha cidade e região, que tem toda a sua economia baseada na agricultura”, comenta Martinhuk.

Para lapidar e ir desenvolvendo a ideia, mais pessoas foram somando ao projeto. Fundada em 2019, hoje a empresa possui uma equipe multidisciplinar de expertises complementares para entregar soluções inovadoras com qualidade e agilidade para o setor do agronegócio, sendo formada pelo engenheiro mecânico, Felipe Martinhuk, o engenheiro mecânico, Ian Cavalcante, o engenheiro agrônomo Gabryel Augusto Trzaskos Solda, e a desenvolvedora de sistemas, Jacqueline.

TECNOLOGIA E ALTA PERFORMACE

“Com a a nova tecnologia, o processo de classificação de grãos terá uma avaliação mais rápida, precisa e confiável, devido ao processo ser realizado por meio de um método padronizado, livre da influência humana. Além disso, os relatórios detalhados, gerados a cada análise, e disponibilizados para o produtor rural, trabalha também a fidelização do cooperado, evita conflitos, e fornece dados para serem usados na melhoria dos processos que vão do plantio até o beneficiamento dos grãos”, explica Martinhuk.

Hoje, todo esse processo de classificação de grãos é feito por um profissional,  que fiscaliza a qualidade dos produtos vendidos pelo produtor a uma cooperativa, cerealista, trading ou indústria. Não havendo portanto um padrão nas análises, já que os critérios avaliados dependem da avaliação humana, e podem ser divergentes. Se o grão de soja não estiver de acordo com parâmetros estabelecidos, o agricultor pode ter o desconto no pagamento da carga.

PREMIAÇÕES

A ideia teve início com uma startup, tendo sido selecionada para pré-aceleração do programa FACIAP Inovalab (2019), e na sequência foi finalista do programa de aceleração Sinapse da Inovação-PR (2020).

Por conta disso, em 2020,  o projeto foi financiado pelo Governo do Estado do Paraná, por meio da Fundação Araucária e Fundação CERTI, com o objetivo de estender as aplicações do classificador de grãos automatizado.

A empresa também foi finalista vencedora do Programa BRDLabs, com aceleração da Hotmilk e aplicação da solução em Cooperativa Parceira. E ainda foi uma das premiadas no Programa Digital Agro- Connection 2020, organizado pela Frísia, entre outras entidades parceiras.

FASE DE IMPLANTAÇÃO

Martinhuk comenta que hoje a empresa está realizando os processos de validação de uma fase que se chama POC – que é uma prova de conceito que garante a qualidade no desenvolvimento de softwares.

“Hoje, os testes estão sendo realizados nos laboratórios de algumas cooperativas paranaenses. Essa etapa tem a duração de três meses, é como se fosse um projeto-piloto”, esclarece.

A empresa tem como foco futuro de mercado, atender desde o pequeno agricultor até as cooperativas agroindustriais, passando por laboratórios e demais fornecedores de serviços de análise de qualidade, sempre visando a entrega de um produto customizado para as necessidades específicas dos clientes.

 

Texto: Adriana Souza

Comentários

Quer ficar por dentro de todas as notícias? Entre no nosso grupo do whatsapp: