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Agricultor de Ivaí investe na agricultura de precisão em busca de bons resultados

Mateus Stadler trabalha com agricultura de precisão e cada vez mais leva tecnologia para dentro da propriedade

Foto: Reprodução Facebook Agrimaq Stara

 

O produtor Mateus Stadler, de Ivaí, é um apaixonado pela agricultura, e mais ainda pela agricultura de precisão. Cultivando soja, milho, feijão, trigo e aveia, ele e a família trabalham uma área de setecentos hectares.

 

E agora, mais uma novidade chegou para auxiliar nos trabalhos. Mateus adquiriu a semeadeira Guapa da Stara junto a Agrimaq Stara de Irati. Uma máquina de 44 linhas que vai dar mais praticidade e agilidade na propriedade. Ao Boletim AgroRegional, Mateus explicou o investimento. “A gente precisava renovar a frota, precisava de uma máquina que fosse maior também pra estar atendendo a nossa demanda de plantio de inverno e a gente acabou decidindo por ela, por ser uma máquina autotransportável”.

 

Segundo ele, ela tem facilidade na questão do transporte e agilidade no trabalho. “Você fecha essa máquina, ela fica uma largura bem menor para transportar, então você não precisa estar carregando no caminhão, não precisa estar carregando em prancha”.

 

O agricultor destaca que hoje a propriedade está totalmente incluída na agricultura de precisão, onde todo plantio de verão, de inverno, toda correção e adubação é feito a partir deste sistema. “Todas as áreas são mapeadas. Então, essa máquina veio contribuir com isso pra gente, porque a máquina antiga que eu tinha não entregava isso, essa nova da Stara, a Guapa, ela vai entregar essa questão da agricultura de precisão”.

 

Ao apontar isso, Mateus lista as vantagens do maquinário. “É uma máquina que tem uma copiagem de solo muito boa, também que tem articulação no meio dela. Essa máquina vai entregar pra mim o que eu preciso, o quanto eu preciso, onde eu preciso. Como todas as minhas áreas são mapeadas, ela vai depositar a quantia exata de fertilizante e de semente que precisa. Então isso traz pra gente uma rentabilidade maior, porque eu tô economizando”.

 

TECNOLOGIAS

 

Mapeamento de todas as áreas, máquinas que se pagam, planilha de custo benefício de cada máquina, softwares de gestão, análise de solo, plantio da fazenda em linhas em nível para evitar erosão e rotação de culturas. Tudo isso é o que já foi implantado na propriedade de Mateus. “Eu acredito muito na parte de tecnologia, eu sou muito a favor da parte da tecnologia e cada dia mais a gente tá investindo mais nesse lado porque é o lado que mais dá retorno. Se a gente não partir pra isso, infelizmente a gente vai ficando para trás. E como os custos cada vez estão mais altos e a rentabilidade está baixando, a gente tem que ir para esse lado para conseguir ter um retorno maior”, afirma o produtor.

 

Ele reitera que na questão de máquinas, por exemplo, sempre está buscando, pesquisando, aprendendo e vendo o que é melhor para a sua necessidade.

 

O agricultor também acredita que quem trabalha no campo deve fazer tudo o que for possível para garantir a produtividade. “A agricultura é como uma empresa hoje a céu aberto, é uma empresa que tem um investimento muito caro. E todo nosso investimento fica a céu aberto”.

 

ADVERSIDADE

 

O trabalho com planejamento e tecnologia não impedem que se tenha algum prejuízo na lavoura, mas podem minimizar o impacto. Mateus conta que também teve perdas por questões climáticas.

 

“A gente vem enfrentando um pouco de seca, granizo. Dois anos seguidos a gente pegou granizo aqui na soja. No ano passado, em março, a gente pegou um granizo na soja seca, pegou granizo nas culturas de safrinha que acabou quebrando um pouco e no mesmo ano, final de dezembro, a gente pegou um granizo na soja verde. Tivemos que replantar a soja porque não conseguiu se recuperar. Então aí acaba frustrando um pouco a safra. Acabou dando uma quebra, mas ainda assim estamos obtendo bons resultados tendo em vista tantas condições climáticas adversas”, conclui.

 

*Texto: Daiara Souza

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