Notícias

Bolsa de Sementes 20 anos: trabalho de desafios, empenho e inovações

Confira o artigo do Professor José Leon Macedo Fernandes, coordenador pedagógico do Verde é Vida desenvolvido pela Afubra

 

 

Em junho de 2002, quando começamos a desenvolver a Bolsa de Sementes da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), ouvimos de um engenheiro agrônomo, com larga experiência no assunto, que este trabalho seria muito difícil, pois é trabalho para especialistas. Neste momento começou o desafio do Verde é Vida, que estava se reestruturando e trazendo novas propostas de uma educação socioambiental, e a Bolsa de Sementes era o carro chefe desta nova ideia.

 

Coletar sementes nos estados do Sul do Brasil era mais difícil, pois, precisava de uma logística muito bem organizada, precisávamos orientar e sensibilizar as escolas a realizar a coleta, beneficiamento, armazenamento e o envio das sementes para a Afubra. Este foi o grande desafio que envolveu professores e alunos da Universidade Federal de Santa Maria, que, junto com a Afubra, tinham que criar uma estrutura que fizesse com que as sementes chegassem até a Universidade em condições de germinação. Envolvemos os funcionários das lojas e motoristas para alcançar o objetivo proposto: termos sementes em condições para distribuirmos para os viveiros de todo o Brasil. Destacamos o nome de um grande entusiasta, o professor Juarez Hoppe, da UFSM, e, em nome dele, todos aqueles que ajudaram a construir a Bolsa de Sementes da Afubra.

 

20 anos depois, Afubra, Universidade e escolas alcançaram o objetivo. Foram 22.217,4 quilos de sementes coletadas e 14 toneladas distribuídas para dois mil viveiros de todo o Brasil. Mas o que ganhamos com isto? Muita aprendizagem, vivência, experiência; promovemos a diversificação genética de 136 espécies nativas da Mata Atlântica.

 

O que precisamos para o futuro é inovar com tecnologia, com mais espécies, incluindo as do Bioma Pampa, e melhorar a qualidade das sementes. Devemos incentivar a iniciação científica, a pesquisa universitária e, assim, deixarmos para esta e para as futuras gerações um ambiente ecologicamente correto.

 

*Professor José Leon Macedo Fernandes, coordenador pedagógico do Verde é Vida

Comentários

Quer ficar por dentro de todas as notícias? Entre no nosso grupo do whatsapp: